segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cine Francês apresenta "7 anos"

A Fundação Cultural Badesc exibe no mês de abril filmes que envolvem dramas familiares. Os filmes retratam histórias como a de Maïté (foto), que é casada com Vincent, condenado a 7 anos de prisão. Um dia, um desconhecido a encontra ao voltar de uma visita na prisão. Ele se chama Jean, e a seduz tornando-se seu amante. Ao descobrir que Jean é guarda na prisão e que Vincent é seu protegido, Maïté percebe estar em um jogo a três do qual ninguém conhece as regras. O longa, chamado 7 Anos, será apresentado na noite de hoje. O Cineclube Francês é uma parceria da Fundação Cultural Badesc com a Aliança Francesa. As exibições são sempre às segundas feiras, a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Guido Heuer expõe suas obras na Fundação

Até 14 de maio, a Fundação Cultural Badesc abriga quadros, esculturas e vídeo-instalação do artista catarinense Guido Heuer. A abertura da exposição ocorreu no dia 1 deste mês e contou com a presença de Guido que pôde conversar com o público que veio à Fundação para conhecer a fundo seu trabalho. Confira alguns trechos desta conversa no vídeo abaixo.



Mais informações sobre a exposição Tensões de Guido Heuer clique aqui.

Noite de literatura e cinema

A Fundação Cultural Badesc estará de portas abertas para o lançamento do novo livro da Editora UFSC e para mais uma edição do Doc Brasil.
O livro Cinema: laterna mágica da história e da mitologia (foto) apresenta artigos sobre teoria de cinema, análise de filmes e estudos comparativos escritos por especialistas em diferentes áreas como história, filosofia e literatura. Apublicação pode ser adquirida na livraria virtual da editora, clicando aqui. O lançamento será hoje às 19h.
Já no auditório da Fundação Cultural Badesc serão exibidos alguns documentários em referência ao aniversário do golpe de estado de 1964, no Brasil. O Doc Brasil de abril ocorre de quarta a sexta-feira desta semana e trará filmes que tratam da ditadura brasileira. Confira abaixo trecho de um dos documentários de hoje a noite. Outras informações sobre o Doc Brasil de abril clique aqui.
Ambos os eventos são gratuitos. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.



Trecho de Brazil: A Report on Torture.

terça-feira, 6 de abril de 2010

DocBrasil aborda a Ditadura Militar

O projeto DocBrasil exibe este mês, que marca o aniversário do golpe militar de 1964, três sessões de documentários que fazem uma reflexão sobre os efeitos que o regime ditatorial e sua práticas provocaram no país.
As marcas do “período de exceção” e suas conseqüências – com mortes, torturas e “desaparecimentos” – assim como a luta pela redemocratização e pelos direitos humanos, têm provocado sucessivos debates nas universidades, nos meios de comunicação, nos tribunais e em outras instituições brasileiras.
Com curadoria do cineasta José Rafael Mamigonian, esta seleção de documentários aborda frontalmente o impacto dos anos de chumbo sobre a realidade nacional e visa ampliar a compreensão dos temas abordados. O projeto DocBrasil é realizado mensalmente e após a sessão o curador conduz um debate com o público.

PROGRAMA

Dia 7 de abril
quarta-feira às 19h

Vala Comum, de João Godoy (São Paulo, 1994, 32min)
A história da repressão vivida no país após o golpe militar de 1964, tendo como ponto de partida a localização de uma vala clandestina com mais de mil ossadas em Perus (SP). Um passado mantido oculto emerge para exumar uma parte da história recente do país.

Brazil: A Report on Torture, de Saul Landau e Haskell Wexler (Estados Unidos, 1971, 60min)
Documentário rodado no Chile, traz depoimentos de exilados brasileiros sobreviventes de práticas de tortura cometidas durante a ditadura militar no Brasil. Tratam-se de alguns dos prisioneiros libertados em troca do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, sequestrado em 1970 por revolucionários brasileiros. A ação sanguinária dos agentes do Estado é narrada e exemplificada de maneira direta e contundente pelos próprios torturados.

Dia 8 de abril
quinta-feira às 19h

15 filhos, de Marta Nehring e Maria Oliveira (São Paulo, 1996, 20min)
Os horrores cometidos durante a ditadura militar narrados por filhos dos presos políticos, que contam traumas nunca superados. Entre os relatos, alguns fatos são comuns: a incerteza quanto ao nome verdadeiro dos pais, o mundo dividido entre o bem e o mal, o período em que passaram presos e a impossibilidade de compartilhar os acontecimentos com os demais membros da família.

Memória para uso diário, de Beth Formaggini (Rio de Janeiro, 2007, 80min)
Ivanilda busca evidências que provem que seu marido, desaparecido desde 1975, foi preso pelo governo brasileiro. Romildo procura pelo corpo de seu irmão num cemitério do subúrbio carioca. Mães choram por seus filhos, assassinados pela polícia nas favelas. Elas pertencem ao grupo "Tortura Nunca Mais" que, interagindo entre a lembrança traumática e o esquecimento, trazem à tona a memória de fatos recentes. Pensam o passado para que possam libertar o futuro dos fantasmas que ainda os perseguem no presente.

Dia 9 de abril
sexta-feira às 19h

Hércules 56, de Silvio Da-Rin (Rio de Janeiro, 2006, 94min)
Em setembro de 1969, quando o Brasil era governado por uma Junta Militar, duas organizações revolucionárias aliaram-se para raptar o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, e exigiram a libertação de quinze presos políticos, que foram levados ao México pelo avião Hércules 56 da FAB. Para rememorar o episódio e discutir as causas e conseqüências da luta armada naquela época, o filme traz à cena os nove remanescentes do grupo de presos e promove o reencontro de cinco membros das organizações responsáveis pelo seqüestro.

Na imagem do post, foto do filme Brazil: A Report on Torture.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ciclo Italiano com diretores premiados

O Ciclo de Cinema Italiano, apresentado pela Fundação Cultural Badesc em parceria com o Centro di Cultura Italiana, exibirá no mês de abril quatro longa-metragens de dois diretores premiadíssimos do Sul da Itália. Serão três filmes de Giuseppe Tornatore e um de Gabriele Salvatores. Ambos já ganharam o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Tornatore em 1989 com Cinema Paradiso e Salvatores no ano de 1991 com Mediterraneo.
Os filmes destes dois representates do cinema “nuovo” italiano serão exibidos todas as terças-feiras, às 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc, no Centro de Florianópolis. Mais Informações pelo telefone (48) 3224-8846

Confira o filme desta terça-feira (06/04):

Cinema Paradiso - Nuovo Cinema Paradiso
Diretor: Giuseppe Tornatore
Ano: 1988
Tempo: 155min
Salvatore di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que o projecionista de cinema Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, e fazia companhia a Alfredo. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema. Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo.

Assista ao trailer

Dramas familiares no cinema francês

O Cineclube Francês da Fundação Cultural Badesc irá exibir no mês de abril quatro títulos que envolvem dramas familiares. Os filmes retratam histórias como a do menino Martin de onze anos. Ele vive na fazenda dos pais e é espectador dos problemas de seu pai submisso, de sua mãe depressiva e de seu irmão alcoólatra. O longa O Último dos Loucos foi dirigido por Laurent Achard e é uma adaptação de um romance do canadense Timothy Findley. O filme já ganhou o laureado do Prêmio Jean Vigo 2006 de Melhor Longa-Metragem e o Prêmio do Cenário no Festival de Locarno 2006.O Cineclube Francês é uma parceria da Fundação Cultural Badesc com a Aliança Francesa. As exibições são sempre às segundas feiras, a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846

Confira o filme desta semana:

Até Já – A Tout de Suite.
Diretor: Benoit Jacquot
Ano: 2004
Tempo: 95min
Ao desligar o telefone depois de um "até já" do namorado, ela nem imagina que ele acaba de cometer um assalto em que houve mortes. A moça é uma jovem de 19 anos que deixa o conforto do apartamento dos pais e foge com ele.

Assista ao trailer de Até Já.

domingo, 4 de abril de 2010

EdUFSC lança livro sobre cinema na FCB

A Editora da UFSC lança no dia 7, quarta-feira, às 19 horas, na Fundação Cultural Badesc, o livro Cinema: lanterna mágica da história e da mitologia com artigos sobre teoria de cinema, análise de filmes e estudos comparativos escritos por especialistas em diferentes áreas como história, filosofia e literatura.
A publicação é dividida em duas partes. Na primeira, os textos são agrupados por apresentarem uma interface entre o cinema, a história, e a filosofia, e no outro conjunto, por suas interrelações entre cinema, mitologia e literatura.
Na primeira parte, Jorge Vasconcelos analisa o cinema moderno sob a perspectiva de Deleuze, articulando filosofia e arte. A visada filosófica de Sartre é o referencial para o artigo de Fátima Lisboa e Daniela Schneider sobre o cinema francês dos anos 50.
Celia Cavalheiro e Norma Côrtes são mais pontuais ao fazerem análise fílmica de Cronaca Familiare, de Valério Zurlini, e de Memento, de Christopher Nolan, respectivamente, enquanto Sylvia Nemer e Anelise Corseuil tratam de temas mais amplos – a primeira sobre a relação entre história do Brasil e o cinema e a segunda sobre as relações de poder entre a América Latina e os EUA no documentário contemporâneo.
A segunda parte do livro é aberta com o artigo de Mariarosaria Fabris sobre três adaptações de tragédias gregas feitas por Pasolini. Em seguida, Maria Cecília Coelho compara três filmes de Angelopoulos, mostrando a interação entre história e mito na narrativa do diretor grego, e Maria Socorro Carvalho analisa O desprezo, de Godard, obra que discute a adaptação da Odisséia de Homero.
Em textos que tratam de dois mitos do cinema nacional, Ana Carolina Maciel investiga a trajetória de Eliane Lage, numa época em que o Brasil tentava o cinema industrial através da Cia Vera Cruz nos anos 1950, e Luiz Soares escreve a respeito de Carmen Miranda, centrando sua análise no filme Uma noite no Rio, de Irving Cummings, realizado sob a política da boa vizinhança com os norte-americanos, em um contexto de guerra.
Em um movimento que parte do cinema mundial, passando pelo nacional, chegamos ao regional no artigo de Henrique Pereira Oliveira, que aborda o cinema experimental em Florianópolis, examinando três curtas realizados entre 1968 e 1976.
Escrita por 13 pesquisadores doutores de várias universidades brasileiras, a obra tem apresentação de Eduardo Morettin, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP. “Dentro do caráter panorâmico que caracteriza esta publicação, várias são as cinematografias abordadas, momentos históricos referidos, filmes analisados, sinais de seu interesse e riqueza”, escreve Morettin.
Já a capa da publicação foi realizada a partir de um fotograma da vídeo instalação Memory Suspect, que manipula imagens de filmes clássicos da história do cinema. Encomendada por uma galeria de arte inglesa em 1999, a obra é das artistas plásticas Henna Asikainen e Silvana Macedo e pode ser acessada em www.silvanamacedo.com, clicando em asikainem&macedo (Memory Suspect).
O livro está disponível nas livrarias da EdUFSC, localizadas no prédio do Centro de Comunicação e Expressão, Biblioteca Universitária e Centro de Convivência, todas no Campus da UFSC. Também pode ser adquirido na livraria virtual da editora no link livraria do site www.editora.ufsc.br.
A imagem do post é do filme Um olhar a cada dia (1995), de Theo Angelopoulos.