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terça-feira, 22 de junho de 2010

Fotografias premiadas e expostas

Imagem de Iam Campigotto, em exposição.

Inaugura nesta quarta-feira, 23/06, a exposição Saber e Compartilhar na Fundação Cultural Badesc. Durante o Festival Floripa na Foto, alunos da UDESC puderam participar de um concurso que selecionou as melhores fotografias em três categorias: preto e branco, colorido e cotidiano. No evento, que começa às 19h, serão premiadas as melhores imagens. O Espaço Fernando Beck da Fundação Badesc irá expor os trabalhos até o dia 9 de julho. O horário de visitação, a partir da próxima sexta-feira, é das 12h às 19h. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Walter Firmo em Preto e Branco na Fundação Badesc


A Fundação Cultural Badesc abre nesta quarta-feira, dia 19 de maio, às 19h30, a exposição Walter Firmo em Preto e Branco. A mostra faz parte do Festival de Fotografia Floripa na Foto 2010 e tem curadoria do próprio Firmo a partir da sua experiência fotográfica com os textos de Guimarães Rosa, abordando o ambiente do sertão. São 20 imagens que idealizam o sentido sertanejo do fotógrafo.

Além de Guimarães Rosa, Walter Firmo segue pelo estilo seco e cortante de Graciliano Ramos. Mas o sertão do fotógrafo é mais amplo. Explora o sentimento do homem longe da urbe, enfrentando-se diariamente na plantação, perdido na terceira margem de um rio, no rincão gaúcho, atolado no pantanal, ou embalado numa rede amazônica. Seu mundo sertanejo é tão abrangente quanto o tamanho continental do Brasil.

“O homem interiorano, a paisagem e a vida rude sempre me entusiasmaram em marcá-los em preto-e-branco. Aliás, tenho a certeza de que o que emite um País, que o transfigura, que lhe dá a força motriz é o que emana do seu centro. Todo País se faz do centro para sua periferia. É ali que se traduz o magma de uma nação, é ali que se alicerça seu caráter”, diz o fotógrafo.

Walter Firmo ministra oficina no festival e participa da abertura da exposição na Fundação Cultural Badesc. Para Lucila Horn, coordenadora do Festival de Fotografia Floripa na Foto 2010, Firmo exibe neste exposição “as suas traduções fotográficas, livres da ação nervosa no ato de escrever, mas, idealizadas na ação do fotógrafo que cria e recria outros conteúdos através da imaginação”.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Programação da Semana

Dia 17/05 (segunda-feira) – Cinema Francês

19h – Meu Tio da América (Mon oncle d'amérique)
De Alain Resnais, França, 1980, 125min.
O título do filme faz alusão a um personagem obscuro. Não se sabe se ele está morto, rico ou miserável, numa América que jamais aparece. Os labirintos aqui trilhados são os dos textos científicos de Henri Laborit, pesquisador do comportamento humano.


Dia 18/05 (terça-feira) – Cinema Italiano

19h – Concorrência Desleal (Concorrenza Sleale)

De Ettore Scola, Italia, 2001, 110min.
Na Itália de 1938, em meio à Segunda Guerra Mundial, dois comerciantes de roupas - um católico e outro judeu - disputam pela melhor clientela. Em meio a trapaças e discussões sem fim, eles vão descobrir uma forte amizade, quando um deles sofre com a intolerância do regime fascista.


Dia 19/05 (quarta-feira): Ciclo Godard

19h - Banda à Parte (Bande à Part)

De Jean-Luc Godard, França, 1964, 92min.
Frantz e Arthur, dois amigos habituados a dar golpes, conhecem a tí mida Odile num curso de inglês. A moça, apaixonada por Arthur, conta aos dois sobre uma grande quantia de dinheiro que sua tia Victoria guarda em casa. Frantz e Arthur começam ime diatamente a planejar o roubo e convencem Odile a ajudá-los.


Exposição Preto e Branco de Walter Firmo

Abertura, dia 19, às 19h30. A exposição vai até 18 de junho.


A mostra tem curadoria do próprio Walter Firmo a partir de sua experiência fotográfica com os textos de Guimarães Rosa, abordando o ambiente do sertão mineiro. Com 20 imagens, a exposição faz parte do Festival Floripa na Foto.



Dia 20/05 (quinta-feira) – Sessão Brasil

19h - Eliane

De Ana Carolina Maciel e Caco Souza, São Paulo, 2002, 33min.
Documentário dedicado à atriz Eliane Lage (1928), estrela de filmes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz como Caiçara (1950) de Adolfo Celi; Ângela (1951), de Tom Payne e e Sinhá Moça de Tom Payne e Osvaldo Sampaio. O filme mostra uma Eliane Lage desprovida da mitificação que o estrelato buscou lhe incutir. Seu depoimento e sua vivência irão nortear a narrativa de Eliane.


Dia 21/05 (sexta-feira) – Cinema, Chá e Cultura

19h - O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice)

De Michael Radford, Estados Unidos, 2004, 138min.
Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio pede a Antonio um empréstimo para que possa cortejar Portia, herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre a Shylock, que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição absurda. A exibição será seguida de uma explanação da Professora Dra. Anna Stegh Camati, teórica em Literatura.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Guido Heuer expõe suas obras na Fundação

Até 14 de maio, a Fundação Cultural Badesc abriga quadros, esculturas e vídeo-instalação do artista catarinense Guido Heuer. A abertura da exposição ocorreu no dia 1 deste mês e contou com a presença de Guido que pôde conversar com o público que veio à Fundação para conhecer a fundo seu trabalho. Confira alguns trechos desta conversa no vídeo abaixo.



Mais informações sobre a exposição Tensões de Guido Heuer clique aqui.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sutil e contundente

Inconformidade com o mundo contemporâneo, com a violência urbana, com o conflito entre nações e com a displicência em relação aos problemas ambientais são questões fortemente discutidas na seqüência de obras da mostra Tensões, de Guido Heuer. A reflexão é da crítica de arte Nadja Lamas, curadora da exposição com abertura agendada para o dia 1º de abril na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
Embora embuída de carga política e com um suporte que inclui em boa parte de suas peças elementos com densidade elevada, como a tinta acrílica e automotiva, inox, madeira, metal gravado, vidro, fórmica, e betume, a arte de Guido Heuer avança por um território semântico delicado e engenhoso.
Nadja considera que as transformações poéticas do artista não são bruscas. Ocorrem de forma calma, mas com firmeza. “De maneira sutil, mas contundente”, avalia. Toda esta carga significativa da obra do artista vão estar expostas em nove objetos e uma vídeo instalação nas salas de exposição no interior da fundação e de uma escultura de um perturbador mosquito de alumínio e inox com três metros de altura no jardim da casa.
Artista maduro, atualmente com 53 anos, Guido possui uma longa trajetória. Nascido em Blumenau, já na infância descobriu o gosto pela arte dentro da própria família. Seu avô, Johannes, tinha um ofício raro: moldar peças mortuárias em bronze.
Era a gênese do processo criativo de Guido, pelo menos sob o ponto de vista material. O artista passava as tardes na oficina do avô. Na maioria das vezes apenas observando e descobrindo os princípios da transformação do metal e o manuseio de elementos químicos, soldas e reagentes.
Em 1971, aos 15 anos, começa a estudar arte e sua carreira artística, já no início, se dá entre os grandes artistas. Sua estréia é na galeria Açu-Açu, criada no mesmo ano pela escultora Elke Hering, pelo poeta Lindolf Bell, e pelo escritor e crítico Péricles Prade e sua esposa Arminda.
Já nos primeiros anos da década de 70, dividiu espaço em coletiva com Martinho de Haro, Meyer Filho, Sílvio Pléticos, Eli Heil, Elke Hering e Mario Avancini, além de Rodrigo de Haro e o então grupo dos novos, que incluía Antonio Mir, Jayro Schmidt, e Luiz Henrique Schwanke. Na mesma época, também participava de mostras com seu amigo, quase tão jovem como ele, Rubens Oestroem.
O salto de Guido Heuer, conforme situa o jornalista Joel Gehlen, no livro “As Idades do Metal – A Arte de Guido Heuer”, organizado por Dennis Radünz e publicado pela editora Nauemblu, ocorre no final dos anos 70, quando o artista expõe seus “metais gravados” na Maison de France, no Rio de Janeiro. Gehlen observa também que a década de 80 foi vivida sob o signo da inquietação. Nascido às margens do rio Itajaí-Açu, o artista absorve em sua obra a flora abundante, principalmente a madeira.
Os anos 90 marcam a visibilidade de Guido no mercado internacional, com exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Londres. Expõem no exterior mas sua presença no cenário urbano de Santa Catarina permanece latente, com painéis em Blumenau, Itapema e Florianópolis, e obras de grandes dimensões em fachadas de edifícios de Balneário Camboriú, formando uma galeria aberta pelas ruas da cidade litorânea.


A obra do artista pode ser visitada em www.guidoheuer.com.br.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Memórias|Sairómem a partir do dia 12 na FCB



O artista plástico Juliano Zanotelli abre a exposição MemóriasSairómem na quinta-feira, dia 12 de novembro, às 19 horas, na Fundação Cultural Badesc. Sairómem é anagrama exato de Memórias e cumpre a função de refletir para dentro de cada um as lembranças da infância.A mostra é interativa, com trabalhos baseados em jogos reais, em que os espectadores poderão jogar. O Dominó, por exemplo, é composto por 28 peças, assim como no original. Mas, ao invés de apresentar os números entre 0 a 6, o artista utiliza fotografias de brinquedos para formar as mais diversas combinações.
O Jogo de Damas de Zanotelli apresenta as 64 casas num tabuleiro quadriculado e 12 peças para cada jogador. Só que as peças preto e branco são substituídas por estampas distintas, uma delas com um cavalo Playmobil.
A Trilha, também conhecida por Moinho, segue o mesmo esquema do jogo original. O tablado em preto e branco é trocado por uma superfíce imaginária e suas nove peças são diferenciadas por imagens distintas. No Jogo da Velha o "x" e o "círculo" saem de cena e fotografias de dois bonecos de Playmobil assumem a função. Já Os Jogos da Memória são apresentados em uma espécie de quadro/mural com uma disposição fixa, mas podem ser reinventados segundo a imaginação dos espectadores. Na concepção de Zanotelli este jogo não possui pares coincidentes, mas sim fotos semelhantes.
A recorrência da infância tem ainda outros suportes na mostra MemóriasSairómem. Na exposição será apresenta a ‘personagem’ da vaquinha no barril em duas abordagens. Em uma delas, o brinquedo aparece dentro de uma caixa de acrílico em tamanho real e noutro em uma fotografia gigante, caracterizando a imponência que a imagem pode adquirir na memória dos visitantes.
Zanotelli nasceu em 1982 em São Miguel do Oeste, mas vive em Chapecó. É graduado em jornalismo pela Universidade do Contestado (UnC), de Concórdia, e pós-graduado em linguagens contemporâneas e novas tecnologias e em criatividade: artes e tecnologias pela Unochapecó, de Chapecó.Selecionado pelo edital da Fundação Badesc esta é a quarta vez que ele apresenta o seu trabalho fora da cidade onde vive.
Zanotelli foi premiado no 3º Salão de Novos Artistas de Chapecó e na 2ª e 4ª Maratona Fotográfica da Cidade de Chapecó. Em janeiro deste ano, participou da coletiva O Espelho no Acervo, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis. E em setembro da primeira edição do Projeto Panorama de Artes Visuais do SESC em Jaraguá do Sul. No mês de novembro o artista participa da segunda edição do Projeto Panorama de Artes Visuais do SESC em Chapecó.