Papel é a primeira publicação realizada pelo grupo de pesquisa Rosa dos Ventos (UDESC/CNPq), em conjunto com a Editora da Casa. A produção deste livro partiu do interesse crescente dos membros do grupo Rosa dos Ventos pelo estudo de publicações de artista. O envolvimento de longa data de alguns dos artistas desse grupo com debates e experimentação nesse meio de expressão contagiou os demais membros, direcionando esforços coletivos para a realização desta primeira proposta em forma de livro, que certamente abrirá caminho para outras produções afins. Todos os trabalhos são inéditos e foram construídos exclusivamente para esta publicação, levando em consideração os aspectos estruturais da forma livro. Ao folhear a seqüência de páginas de “papel”, percebe-se que cada artista buscou refletir de diferentes maneiras acerca do impacto desse material em seus processos de produção artística, assim como a respeito de seu uso e reciclagem na cultura contemporânea. O livro também inclui a tradução de fragmentos de um texto de Mallarmé, Crise de Vers, realizada por Fernando Scheibe. Artistas participantes: Claudia Zimmer, Francisco Warmling, Juliana Crispe, Márcia Sousa, Maria Araujo, Marina Moros, Nara Milioli, Pamella Queiroz, Raquel Stolf, Rosana Bortolin, Sandra Correia Favero, Silvana Macêdo e Silvia Simões. O coquetel de abertura será nesta quinta-feira, ás 19h, na Fundação Cultural Badesc.
Inaugura nesta quarta-feira, 23/06, a exposição Saber e Compartilhar na Fundação Cultural Badesc. Durante o Festival Floripa na Foto, alunos da UDESC puderam participar de um concurso que selecionou as melhores fotografias em três categorias: preto e branco, colorido e cotidiano. No evento, que começa às 19h, serão premiadas as melhores imagens. O Espaço Fernando Beck da Fundação Badesc irá expor os trabalhos até o dia 9 de julho. O horário de visitação, a partir da próxima sexta-feira, é das 12h às 19h. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Na noite da próxima quarta-feira a Fundação Cultural Badesc abre espaço à produção de vídeo-arte local. Alunos do curso de Cinema da UFSC apresentarão trabalhos de cinema expandido, performance urbana e instalação multimídia. As apresentações ocorrerão a partir das 19h no auditório e no jardim da Fundação. A concepção é de Clélia Mello.
Nesta sexta-feira, às 19h, a Fundação Cultural Badesc abre as portas mais uma vez para o projetodo Cinema, Chá & Cultura Exibiremos Sonho de uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Dream, 1999), baseado na peça homônima de Shakespeare. Neste filme mais recente (a famosa versão de 1935 já foi exibida no Cinema, Chá e Cultura), o diretor, Michael Hoffman, situa a trama no início do século 20. Demetrius e Lysander são apaixonados por Hermia, que só tem olhos para Lysander. Mas o pai de Hermia quer Demetrius como genro. Helena, por sua vez, queima de amor por Demetrius. Hermia e Lysander decnidem fugir da cidade na escuridão da noite. Demetrius, enfurecido, procura os dois, enquanto Helena vai atrás dele. No meio dessa confusão, filtros mágicos potencializam desencontros amorosos, e o que parece uma fábula ingênua revela muito da natureza humana. A mediadora neste encontro é Brígida Miranda, Ph.D. em Teatro pela La Trobe University/Austrália, Master of Arts in Theatre Practice pela University of Exeter/Inglaterra e Graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. A atividade, gratuita, começa com uma apresentação, durante a qual os participantes poderão se servir de chá, feito ao modo inglês, e oferecido pela Cultura Inglesa de Florianópolis. Em seguida será exibido o filme legendado.
Amanhã (17/06) a noite haverá o lançamento de dois livros do escritor Marco Vasques. O livro Diálogos com a Literatura Brasileira - volume III, editado pela Letradágua e Editoras Movimento, obteve patrocínio da Eletrobrás pela Lei Rouanet e terá distribuição gratuita no evento, a partir das 19h, na Fundação Cultural Badesc. Vasques também discorre pelo mundo da poesia e apresenta, na mesma noite, o título Flauta sem Boca (Ed Letras Contemporâneas), com apresentação de Péricles Prade e ilustração de Fernando Lindote.
A Fundação Cultural Badesc e o Centro di Cultura Italiana de Santa Catarina dão continuidade ao cineclube italiano no mês de junho. Serão cinco títulos apresentados sempre às terças-feiras. Os filmes em questão nos mostram personagens que passam por experiências que mudam suas vidas por completo. Desde um poeta exilado que ensina a arte de se expressar a um simples carteiro até a história de Rosalba que vai deixar a família para se sentir viva em Veneza. O filme desta terça As Afinidades Eletivas dos irmãos Taviani é baseado no romance homônimo do escritor romântico Johann Goethe. Numa casa de campo, o jovem casal, Edoardo e Carlotta, recebe a visita de Ottone e Ottilia. Juntos fazem experiências que demonstram que certos elementos possuem afinidades eletivas, ou seja, uma atração especial uns pelos outros. As exibições do ciclo italiano de cinema ocorrem sempre às 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc, no Centro de Florianópolis. Mais Informações pelo telefone (48) 3224-8846.
No início dos anos 80 um personagem inusitado rompeu o marasmo da televisão brasileira. O ciclo “Ernesto Varela, o Repórter” resgata a série de reportagens feitas por Marcelo Tas e seus vários colaboradores. Com curadoria do cineasta José Rafael Mamigoniam, a sessão será amanhã, quinta-feira, a partir das 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc. Desobedecendo as normas da mera reportagem jornalística – conjugando abordagem inusitada com o mais franco e incisivo humorismo – o surgimento de Ernesto Varela parece fundar em várias medidas as bases tanto para a modernização temática e narrativa na TV aberta no Brasil, como na experimentação de novas formas de relação com o meio televisivo, num modo de produção que tem se consolidado gradativamente: o da produção independente. Para além das fronteiras que delimitam o que é e o que não é documentário, reencontrar a realidade brasileira sob o prisma do humor de Varela e seus Valdecis nos recoloca frente à frente com a própria história recente do Brasil em uma de suas mais irreverentes interpretações. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Agradecimentos: Marcelo Tas, Associação Cultural Videobrasil, SESC-SP.
Em março de 2010 dez artistas foram selecionados para participar de uma Residencia Artística no Edifício das Diretorias, marco da arquitetura modernista do estado de Santa Catarina e atual sede das secretarias de infraestrutura e transporte do estado. O resultado desta experiência será apresentado nesta quarta-feira, dia 02 de junho, às 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc. Durante uma semana os participantes estiveram imersos num intenso processo criativo. Engajaram-se em debates teóricos, exercícios de estúdio, de composição e improvisação na cidade e no prédio, buscando discutir os paradigmas atuais da arte em espaços não tradicionais. O grupo observou, questionou e interveio na arquitetura, usos, fluxos e invisibilidades do Edifício das Diretorias. Dirigido por Loli Menezes e Bianca Scliar, o vídeo é o produto das pesquisas, investigações plásticas e apropriações espaço-temporais durante a residência, propondo a partir de alterações efêmeras, uma arqueologia possível deste lugar onde as cidades catarinenses são planejadas. Após a exibição haverá um debate aberto que discutirá as estratégias utilizadas no processo de trabalho, onde serão discutidas questões referentes ao Projeto Andares, e à intervenções em espaços alternativos, tais como: O que a arte permite articular nesses espaços? Qual o limite entre o público e os participantes? Qual a diferença entre ocupação e articulação? Como elaborar estratégias que engajem aqueles com treino e prática artística para o envolvimento nas questões pragmáticas da cidade? Como aprimorar o intercâmbio e colaborações entre artistas e os técnicos e profissionais de arquitetura e urbanismo? Porque envolver-se nestes contextos? Qual o papel do artista fora da galleria/ museu? Como as questões urbanas se inserem nas práticas artísticas hoje?
A Fundação Cultural Badesc e o Centro di Cultura Italiana de Santa Catarina dão continuidade ao cineclube italiano no mês de junho. Serão cinco títulos apresentados sempre às terças-feiras. Os filmes em questão nos mostram personagens que passam por experiências que mudam suas vidas por completo. Desde um poeta exilado que ensina a arte de se expressar a um simples carteiro até a história de Rosalba que vai deixar a família para se sentir viva em Veneza. O filme Os Girassóis da Rússia de Vittorio de Sica é um clássico do cinema italiano e será exibido dia 29. Lançado em 1970, o longa é uma das mais belas histórias de amor já exibidas na grande tela. Com Sophia Loren e Marcello Mastroianni no elenco, fica claro o cuidado especial pela fotografia e pela trilha sonora, assinada por Henry Mancini de A Pantera Cor de Rosa. As exibições do ciclo italiano de cinema ocorrem sempre às 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc, no Centro de Florianópolis. Mais Informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Programação:
Dia 01/06
O Carteiro e o Poeta - Il Postino Diretor: Michael Radford Ano: 1994 Tempo: 109min Elenco: Massimo Troisi , Philippe Noiret e Maria Grazia Cucinotta O poeta Pablo Neruda está exilado em uma ilha na Itália. Um quase analfabeto é o novo "carteiro" extra, que cuidará das cartas de Pablo. Os dois se tornam amigos e o carteiro aprenderá a escrever seus sentimentos. O poeta ganha, em troca, um ouvinte para suas lembranças do Chile.
Dia 08/06
Pão e Tulipas - Pane e Tulipani Diretor: Silvio Soldini Ano: 2000 Tempo: 115min Elenco: Licia Maglietta, Bruno Ganz e Marina Massironi. A dona de casa Rosalba está viajando com sua família. Em um restaurante à beira da estrada, ela é esquecida pelo marido e pelos filhos. Ela irá aproveitar esta sensação de liberdade para conhecer Veneza. A rápida escapada se transformará em algo mais duradouro.
Dia 15/06
As Afinidades Eletivas - Le affinità Elettive Diretor: Paolo Taviani e Vittorio Taviani Ano: 1996 Tempo: 98min Elenco: Isabelle Huppert, Jean-Hugues Anglade e Marie Gillain Baseado no romance homônimo do escritor romântico Johann Goethe. Numa casa de campo, o jovem casal, Edoardo e Carlotta, recebe a visita de Ottone e Ottilia. Juntos fazem experiências que demonstram que certos elementos possuem afinidades eletivas, ou seja, uma atração especial uns pelos outros.
Dia 22/06
Manual do Amor - Manuale d’Amore Diretor: Giovanni Veronesi Ano: 2005 Tempo: 110min Elenco: Magherita Buy,Sergio Rubini e Carlo Verdone Uma história sobre os eventos pelos quais muitos casais passam na vida. É uma história de amor, observada através de um caleidoscópio de cores, retratando as quatro fases do amor: paixão, crise, traição e abandono.
Dia 29/06
Os Girassóis da Rússia - I Girasoli Diretor: Vittorio De Sica Ano: 1970 Tempo: 101min Elenco: Sophia Loren e Marcello Mastroianni Emocione-se com a história de um casal separado pela Segunda Guerra. Após anos sem notícias, ela viaja para a Rússia em busca do marido, atravessando cidades e campos de girassóis. Quando enfim ela o encontra, percebe que algo mudou entre eles.
A Fundação Cultural Badesc e a Aliança Francesa dão continuidade ao projeto do cineclube com produções em línguas francófonas. Sempre as segundas-feiras, o Cine Francês de maio se encerra hoje. Este mês já exibimos Meu Tio da América do diretor Alain Resnais e Cartas Camponesas de 1973. O filme de hoje é Obras, a gente sabe quando começa... da diretora Brigitte Rouan. As exibições ocorrem a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
19h – Obras, a gente sabe quando começa... (Travaux, on sait quand ça commence...) De Brigitte Rouan, França, 2005, 95min. Chantal é uma advogada imbatível e implacável no tribunal. Na vida privada ela é condescendente com seus dois filhos adolescentes e o ex-marido. Ao fazer uma reforma no seu apartamento, ela contrata os serviços de um grupo de colombianos. A obra se transforma num pandemônio, e Chantal chega à beira de um ataque de nervos.
A Fundação Cultural BADESC tem em sua programação mensal uma noite dedicada ao cinema de gênero. São filmes que tratam de discutir o papel do ser-humano e suas relações. Sempre após a exibição há um momento de debate entre os presentes com convidados gabaritados. O eventto é realizado pelo Grupo de Estudos do Projeto Teatro e Gênero, coordenado pela Profa. Dra. Maria Brígida de Miranda (CÊNICAS/CEART/UDESC). A Jornada de Gênero de maio ocorre hoje com a apresentação do documentário Entrelinhas, dirigido pela artista catarinense Letícia Cardoso e o cineasta Pedro MC, através do Edital de Vídeo do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, com montagem de Yannet Briggiler. O Documentário tem como foco da narrativa o diálogo da equipe de produção com o imaginário de pacientes (todos do sexo masculino) internados no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária de Florianópolis. O dispositivo de filmagem foi baseado num conceito definido por Freud como "atenção flutuante", que consiste numa escuta sem preocupação imediata com o que poderá ser retido da conversa. Dessa forma, os diretores se colocaram numa situação de aleatoriedade desejada, sem entrevista pré-marcada e abrindo espaço à espontaneidade das falas. A convidada do noite a enriquecer o debate é Letícia Cardoso: graduada em Artes Plásticas na UDESC e mestre em Poéticas Visuais no Instituto de Artes da UFRGS. A sessão começa às 19h, no auditório da Fundação. Mais informações pelo telefone: (48) 3224-8846
O cinema alemão agora tem dia e hora marcada na Fundação Cultural Badesc. Graças a uma parceria com o Instituto Goethe de Curitiba o público terá a chance de apreciar as produções germânicas de todas as épocas. A primeira sessão será nesta quinta-feira, dia 27, às 19h, no auditório da Fundação. O filme de hoje é Verão em Berlim, ganhador do prêmio de melhor roteiro no Festival de San Sebástian de 2005. Com Inka Friedrich e Nadja Uhl no elenco, o longa apresenta uma Alemanha quente que desperta os piores e melhores sentimentos nos personagens. Confira a sinopse e o trailer abaixo. As sessões ocorrem uma vez ao mês, com entrada franca e títulos legendados. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Verão em Berlim - Sommer vorm Balkon De Andreas Dresen, Alemanha, 2005, 105min. Verão em Berlim. Duas amigas, uma enfermeira de idosos e uma desempregada, vivem em um antigo prédio alugado e passam suas noites na varanda com vista para as ruas. Um homem jovem ameaça a paz mas proporciona momentos de felicidade, uma mulher idosa morre e um menino de doze anos sofre de amor.
Nos 80 anos do cineasta Jean-Luc Godard, a Fundação Cultural Badesc trouxe ao público quatro títulos do diretor, todos da primeira fase de sua filmografia. A curadoria e a apresentação são de Fernanda do Canto, designer gráfico formada pela UFSC. Durante o ano de 2008, ela fez um intercâmbio para o curso de Diseño de Imagen y Sonido, na Universidad de Buenos Aires, onde estudou teoria e história do cinema. No ano seguinte, como Trabalho de Conclusão de Curso, realizou uma análise visual sobre a cinematografia de Godard entre 1959 e 1965 Os filmes exibidos estão inseridos no movimento nouvelle vague e trazem uma postura auto crítica sobre o cinema, desafiando as convenções cinematográficas da época. Nesses filmes, podem se traçar semelhanças como a preferência pelas filmagens nas ruas, com iluminação natural, locações públicas e tomadas feitas ao azar. Seus personagens têm um caráter psicológico e ambíguo, cujas histórias pessoais ou motivações muitas vezes não são compartilhadas com o espectador. A última exibição é nesta quarta-feira, a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846
Confira o filme de hoje:
O demônio das onze horas - Pierrot lê fouDiretor: Jean-Luc Godard Ano: 1965 Tempo: 115min Ferdinand Griffon é um professor de língua espanhola casado com uma italiana. Em uma noite, o casal vai a uma festa e deixa os filhos aos cuidados de Marianne, a quem Ferdinand parecia conhecer anteriormente. Na volta, Ferdinand e Marianne decidem fugir juntos e se envolvem com tráfico, conspirações políticas e muita literatura.
O Gênero Literário Dramático teve suas origens na Grécia Antiga, possivelmente numa manifestação das festas em homenagem a Dionísio. O termo "dramático" quer dizer drama, ou seja Ação. Ele representa ações vividas pelos personagens num determinado espaço-tempo. E o drama será a base dos filmes apresentados no cineclube italiano da Fundação Cultural Badesc, em maio. O filme desta terça-feira é A Janela da Frente com direção de Ferzan Ozpetek. O longa de 2003 conta com Giovanna Mezzogiorno e Massimo Girotti no elenco. Os dramas abordados são sobre as escolhas que todos tem de fazer na vida. O ciclo italiano de cinema é uma parceria com o Centro di Cultura Italiana. As exibições ocorrem às terças feiras, às 19h, no auditório da Fundação Cultural Badesc, no Centro de Florianópolis. Mais Informações pelo telefone (48) 3224-8846
A Janela de Frente (La Finestra di Fronte) De Ferzan Ozpetek, Itália, 2003, 106min. Giovanna está casada com um marido dedicado e responsável. Ela trabalha como contabilista e toma conta das crianças. O marido traz para casa um velho com amnésia e acaba evidenciando as frustrações da vida rotineira do casal. Giovanna se irrita com a apatia do marido e vai projetar suas fantasias no belo e misterioso vizinho.
A Fundação Cultural Badesc e a Aliança Francesa dão continuidade ao projeto do cineclube com produções em línguas francófonas. Sempre as segundas-feiras, o Cine Francês vai até o fim do mês com exibições que vão desde Meu Tio da América do diretor Alain Resnais até Cartas Camponesas de 1973. O filme de hoje é Khamsa de Karim Dridi, mesmo diretor de Fureur, Cuba Feliz e Bye Bye. As exibições ocorrem a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Khamsa - Khamsa. De Karim Dridi, 2008, 95min Depois de fugir de sua família adotiva, Khamsa volta para o acampamento cigano onde nasceu. Nada parece ter mudado desde que ele foi forçado a partir. Até que seu melhor amigo Coyote conhece um ladrãozinho com quem começa a realizar pequenos furtos.
Cinema, Chá & Cultura apresenta Shakespeare, novamente, nesta sexta-feira, às 18h30. Desta vez, será exibido O Mercador de Veneza (2004) que se passa no século XVI, quando o jovem nobre Bassanio pede dinheiro emprestado ao amigo Antonio, para viajar a Belmont e pedir a mão de Portia. Como Antonio não pode emprestar o dinheiro, a solução é procurar o agiota Shylock, que tem como garantia um naco da própria carne de Bassanio, caso não haja pagamento. As ressurgências de preconceitos e discriminações no século XXI nos convidam a lançar um olhar mais aprofundado sobre O Mercador de Veneza. Para a apresentação, a convidada é a Professora Dra. Anna Stegh Camati, que possui Graduação em Letras Anglo-Germânicas e Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa pela UFPR, Doutorado em Língua Inglesa e Literaturas Inglesa e Norte Americana pela USP e Pós-Doutorado pela UFSC. Promovido pela Fundação Cultural BADESC e pela Cultura Inglesa de Florianópolis, Cinema, Chá & Cultura é um projeto dedicado à exibição de filmes relativos a obras literárias da tradição anglófona, com a participação dos organizadores e de convidados, alternadamente. A atividade, gratuita, começa com uma apresentação, durante a qual os participantes poderão se servir de chá, feito ao modo inglês, e oferecido pela Cultura Inglesa de Florianópolis. Em seguida será exibido o filme, legendado.
A Fundação Cultural Badesc mantém em seu cineclube uma noite especial que homenageia profissionais do cinema brasileiro. Nesta quinta-feira, às 19h, no auditório da Fundação, será exibido o documentário Eliane. Com direção de Ana Carolina Maciel e Caco Souza, o vídeo tem 33 minutos e foi produzido em 2002. O documentário é dedicado à atriz Eliane Lage, estrela de filmes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz como Caiçara (1950) de Adolfo Celi; Ângela (1951), de Tom Payne e e Sinhá Moça de Tom Payne e Osvaldo Sampaio. O filme mostra uma Eliane Lage desprovida da mitificação que o estrelato buscou lhe incutir. Seu depoimento e sua vivência irão nortear a narrativa de Eliane
Em comemoração aos 80 anos de nascimento do cineasta Jean-Luc Godard, a Fundação Cultural Badesc está exibindo semanalmente títulos do diretor, todos da primeira fase de sua filmografia. A curadoria e a apresentação são de Fernanda do Canto, designer gráfico formada pela UFSC. Durante o ano de 2008, ela fez um intercâmbio para o curso de Diseño de Imagen y Sonido, na Universidad de Buenos Aires, onde estudou teoria e história do cinema. No ano seguinte, como Trabalho de Conclusão de Curso, realizou uma análise visual sobre a cinematografia de Godard entre 1959 e 1965 Os filmes exibidos estão inseridos no movimento nouvelle vague e trazem uma postura auto crítica sobre o cinema, desafiando as convenções cinematográficas da época. Nesses filmes, podem se traçar semelhanças como a preferência pelas filmagens nas ruas, com iluminação natural, locações públicas e tomadas feitas ao azar. Seus personagens têm um caráter psicológico e ambíguo, cujas histórias pessoais ou motivações muitas vezes não são compartilhadas com o espectador. As exibições ocorrem a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48)3224-8846.
Filme de hoje:
19h - Banda à Parte (Bande à Part) De Jean-Luc Godard, França, 1964, 92min. Frantz e Arthur, dois amigos habituados a dar golpes, conhecem a tímida Odile num curso de inglês. A moça, apaixonada por Arthur, conta aos dois sobre uma grande quantia de dinheiro que sua tia Victoria guarda em casa. Frantz e Arthur começam imediatamente a planejar o roubo e convencem Odile a ajudá-los.
A Fundação Cultural Badesc abre nesta quarta-feira, dia 19 de maio, às 19h30, a exposição Walter Firmo em Preto e Branco. A mostra faz parte do Festival de Fotografia Floripa na Foto 2010 e tem curadoria do próprio Firmo a partir da sua experiência fotográfica com os textos de Guimarães Rosa, abordando o ambiente do sertão. São 20 imagens que idealizam o sentido sertanejo do fotógrafo.
Além de Guimarães Rosa, Walter Firmo segue pelo estilo seco e cortante de Graciliano Ramos. Mas o sertão do fotógrafo é mais amplo. Explora o sentimento do homem longe da urbe, enfrentando-se diariamente na plantação, perdido na terceira margem de um rio, no rincão gaúcho, atolado no pantanal, ou embalado numa rede amazônica. Seu mundo sertanejo é tão abrangente quanto o tamanho continental do Brasil.
“O homem interiorano, a paisagem e a vida rude sempre me entusiasmaram em marcá-los em preto-e-branco. Aliás, tenho a certeza de que o que emite um País, que o transfigura, que lhe dá a força motriz é o que emana do seu centro. Todo País se faz do centro para sua periferia. É ali que se traduz o magma de uma nação, é ali que se alicerça seu caráter”, diz o fotógrafo.
Walter Firmo ministra oficina no festival e participa da abertura da exposição na Fundação Cultural Badesc. Para Lucila Horn, coordenadora do Festival de Fotografia Floripa na Foto 2010, Firmo exibe neste exposição “as suas traduções fotográficas, livres da ação nervosa no ato de escrever, mas, idealizadas na ação do fotógrafo que cria e recria outros conteúdos através da imaginação”.
A parceria de sucesso entre a Fundação Cultural Badesc e a Aliança Francesa está mantida para o mês de maio. O projeto do cineclube com produções em línguas francófonas é exibido às segundas feiras e vai até o fim do mês. O filme de hoje é Meu Tio da América do diretor Alain Resnais, uma das personalidades mais marcantes do cinema francês. Ele diz que seus filmes são uma tentativa, ainda que grosseira e muito primitiva, de aproximar-se da complexidade do pensamento, de seu mecanismo. Em Cannes no ano de 1980, Resnais levou o Grande prêmio do júri e o Prêmio Fipresci. Com este mesmo filme, foi indicado na categoria melhor filme estrangeiro no Oscar de 1981. As exibições ocorrem a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
19h – Meu Tio da América (Mon oncle d'amérique)
De Alain Resnais, França, 1980, 125min. Com Gérard Depardieu e Nelly Borgeaud O título do filme faz alusão a um personagem obscuro. Não se sabe se ele está morto, rico ou miserável, numa América que jamais aparece. Os labirintos aqui trilhados são os dos textos científicos de Henri Laborit, pesquisador do comportamento humano.
O blog destina-se à cobertura fotográfica das atividades da Fundação, que incluem exposições de artes visuais, lançamento de livros, oficinas, aulas de Tai Chi Chuan e cineclubes. Fique à vontade para sugestões e comentários.