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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Marco Vasques lança dois livros
Amanhã (17/06) a noite haverá o lançamento de dois livros do escritor Marco Vasques. O livro Diálogos com a Literatura Brasileira - volume III, editado pela Letradágua e Editoras Movimento, obteve patrocínio da Eletrobrás pela Lei Rouanet e terá distribuição gratuita no evento, a partir das 19h, na Fundação Cultural Badesc. Vasques também discorre pelo mundo da poesia e apresenta, na mesma noite, o título Flauta sem Boca (Ed Letras Contemporâneas), com apresentação de Péricles Prade e ilustração de Fernando Lindote.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Noite de literatura e cinema
O livro Cinema: laterna mágica da história e da mitologia (foto) apresenta artigos sobre teoria de cinema, análise de filmes e estudos comparativos escritos por especialistas em diferentes áreas como história, filosofia e literatura. Apublicação pode ser adquirida na livraria virtual da editora, clicando aqui. O lançamento será hoje às 19h.
Já no auditório da Fundação Cultural Badesc serão exibidos alguns documentários em referência ao aniversário do golpe de estado de 1964, no Brasil. O Doc Brasil de abril ocorre de quarta a sexta-feira desta semana e trará filmes que tratam da ditadura brasileira. Confira abaixo trecho de um dos documentários de hoje a noite. Outras informações sobre o Doc Brasil de abril clique aqui.
Ambos os eventos são gratuitos. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846.
Trecho de Brazil: A Report on Torture.
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domingo, 4 de abril de 2010
EdUFSC lança livro sobre cinema na FCB
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A Editora da UFSC lança no dia 7, quarta-feira, às 19 horas, na Fundação Cultural Badesc, o livro Cinema: lanterna mágica da história e da mitologia com artigos sobre teoria de cinema, análise de filmes e estudos comparativos escritos por especialistas em diferentes áreas como história, filosofia e literatura.
A publicação é dividida em duas partes. Na primeira, os textos são agrupados por apresentarem uma interface entre o cinema, a história, e a filosofia, e no outro conjunto, por suas interrelações entre cinema, mitologia e literatura.
Na primeira parte, Jorge Vasconcelos analisa o cinema moderno sob a perspectiva de Deleuze, articulando filosofia e arte. A visada filosófica de Sartre é o referencial para o artigo de Fátima Lisboa e Daniela Schneider sobre o cinema francês dos anos 50.
Celia Cavalheiro e Norma Côrtes são mais pontuais ao fazerem análise fílmica de Cronaca Familiare, de Valério Zurlini, e de Memento, de Christopher Nolan, respectivamente, enquanto Sylvia Nemer e Anelise Corseuil tratam de temas mais amplos – a primeira sobre a relação entre história do Brasil e o cinema e a segunda sobre as relações de poder entre a América Latina e os EUA no documentário contemporâneo.
A segunda parte do livro é aberta com o artigo de Mariarosaria Fabris sobre três adaptações de tragédias gregas feitas por Pasolini. Em seguida, Maria Cecília Coelho compara três filmes de Angelopoulos, mostrando a interação entre história e mito na narrativa do diretor grego, e Maria Socorro Carvalho analisa O desprezo, de Godard, obra que discute a adaptação da Odisséia de Homero.
Em textos que tratam de dois mitos do cinema nacional, Ana Carolina Maciel investiga a trajetória de Eliane Lage, numa época em que o Brasil tentava o cinema industrial através da Cia Vera Cruz nos anos 1950, e Luiz Soares escreve a respeito de Carmen Miranda, centrando sua análise no filme Uma noite no Rio, de Irving Cummings, realizado sob a política da boa vizinhança com os norte-americanos, em um contexto de guerra.
Em um movimento que parte do cinema mundial, passando pelo nacional, chegamos ao regional no artigo de Henrique Pereira Oliveira, que aborda o cinema experimental em Florianópolis, examinando três curtas realizados entre 1968 e 1976.
Escrita por 13 pesquisadores doutores de várias universidades brasileiras, a obra tem apresentação de Eduardo Morettin, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP. “Dentro do caráter panorâmico que caracteriza esta publicação, várias são as cinematografias abordadas, momentos históricos referidos, filmes analisados, sinais de seu interesse e riqueza”, escreve Morettin.
Já a capa da publicação foi realizada a partir de um fotograma da vídeo instalação Memory Suspect, que manipula imagens de filmes clássicos da história do cinema. Encomendada por uma galeria de arte inglesa em 1999, a obra é das artistas plásticas Henna Asikainen e Silvana Macedo e pode ser acessada em www.silvanamacedo.com, clicando em asikainem&macedo (Memory Suspect).
O livro está disponível nas livrarias da EdUFSC, localizadas no prédio do Centro de Comunicação e Expressão, Biblioteca Universitária e Centro de Convivência, todas no Campus da UFSC. Também pode ser adquirido na livraria virtual da editora no link livraria do site www.editora.ufsc.br.
A imagem do post é do filme Um olhar a cada dia (1995), de Theo Angelopoulos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Fundação Badesc lança Estação Catarina
A Fundação Cultural Badesc lança em Florianópolis na quarta-feira, dia 10 de março, às 19 horas, o livro de contos e crônicas Estação Catarina - O Trem Passou Por Aqui, organizado pela escritora Fátima Venutti, com apoio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau.
A publicação reúne textos que abordam a Estrada de Ferro Santa Catarina elaborados por 13 autores. O livro faz um registro memorial da história do trem no Estado, especialmente no trecho que unia Blumenau, desde a Subida (hoje no município de Ibirama) até a cidade de Itajaí.
Estação Catarina “traz a saudade e a paixão de infância daqueles que em momentos de sua vida conviveram diariamente com as locomotivas, como daqueles que ansiosamente sonharam e esperaram pela sua única viagem com estas que consideravam fantásticas máquinas”, escreve a professora Carla Fernanda da Silva na apresentação do livro.
A publicação reúne textos que abordam a Estrada de Ferro Santa Catarina elaborados por 13 autores. O livro faz um registro memorial da história do trem no Estado, especialmente no trecho que unia Blumenau, desde a Subida (hoje no município de Ibirama) até a cidade de Itajaí.
Estação Catarina “traz a saudade e a paixão de infância daqueles que em momentos de sua vida conviveram diariamente com as locomotivas, como daqueles que ansiosamente sonharam e esperaram pela sua única viagem com estas que consideravam fantásticas máquinas”, escreve a professora Carla Fernanda da Silva na apresentação do livro.
Estação Catarina é a segunda obra de Fátima Venutti. Em 2008, ela lançou Terceiro Apito, que traz lembranças sobre sua experiência pessoal em viagens de trem. Depois do lançamento da obra, Fátima ouviu diversas histórias vividas por outras pessoas que a motivaram realizar o projeto de um livro sobre o tema com vários autores.
“Ao completar seu centenário de inauguração, em 2009, a Estrada de Ferro de Santa Catarina nos apresenta um cenário triste, perdido entre trilhos cobertos de capim e pontes mal preservadas e esquecidas”, reflete a organizadora do livro no texto de introdução.
Ao longo dos textos, cada autor ajuda a refazer um cenário cultural, social, econômico e geográfico a partir da figura do trem e das ferrovias catarinenses. Cao Hering, um dos autores, conta da experiência e a emoção infantil de viajar de trem, mas quando já era adulto. Altair Pimpão lembra da invenção de um assustador trem fantasma.
Ilustrado com fotografias atuais e imagens antigas, o projeto gráfico da obra realizado por Aline Assumpção e Charles Steuck ajuda o leitor a embalar a imaginação e a construir o cenário descrito nos contos e crônicas.
“Ao completar seu centenário de inauguração, em 2009, a Estrada de Ferro de Santa Catarina nos apresenta um cenário triste, perdido entre trilhos cobertos de capim e pontes mal preservadas e esquecidas”, reflete a organizadora do livro no texto de introdução.
Ao longo dos textos, cada autor ajuda a refazer um cenário cultural, social, econômico e geográfico a partir da figura do trem e das ferrovias catarinenses. Cao Hering, um dos autores, conta da experiência e a emoção infantil de viajar de trem, mas quando já era adulto. Altair Pimpão lembra da invenção de um assustador trem fantasma.
Ilustrado com fotografias atuais e imagens antigas, o projeto gráfico da obra realizado por Aline Assumpção e Charles Steuck ajuda o leitor a embalar a imaginação e a construir o cenário descrito nos contos e crônicas.
AUTORES:
Adilvo Mazzini (Dourados/ MS)
Altair Pimpão (Blumenau/ SC)
Cao Hering (Blumenau/ SC)
Carlos Braga Müller (Blumenau/ SC)
Christina Baumgarten (Florianópolis/ SC)
Fátima Venutti (Blumenau/ SC)
Gervásio Tessaleno Luz (Blumenau/ SC)
Ivo Gomes De Oliveira (Itapema/ SC)
Jairo Martins (Blumenau/ SC)
Jairo Martins (Blumenau/ SC)
Luiz Eduardo Caminha (Blumenau / Florianópolis/ SC)
Paulo Roberto Bornhofen (Blumenau/ SC)
Rogéria Fernandes Albrecht (Florianópolis/ SC)
Rosane Magaly Martins (Florianópolis/SC)
O QUÊ: Lançamento do livro Estação Catarina – Um Trem Passou Por Aqui, organização de Fátima Venutti.
QUANDO: Quarta-feira, dia 10 de março, às 19 horas.
ONDE: Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis.
QUANDO: Entrada franca.
Estação Catarina – Um Trem Passou Por Aqui, organização de Fátima Venutti, editora Nova Letra, 2009, 128 págs, R$ 26,90.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Fundação Badesc lança Batuque bem temperado,de Flávio José Cardozo e Jair Francisco Hamms

A Fundação Cultural Badesc lança na quarta-feira, dia 18, a partir das 19h30, o livro Batuque bem temperado, de Flávio José Cardozo e Jair Francisco Hamms, publicado pela editora Insular e Academia Catarinense de Letras. São crônicas publicadas em jornais. As do Flávio, no Diário Catarinense, principalmente, e as do Jair, no jornal O Estado e no Jornal de Santa Catarina.Ambos membros da Academia Catarinense de Letras, os dois escritores fizeram uma seleção pessoal, mas um dos pontos fundamentais que une a maioria dos textos é o humor. E o humor é o tom essencial da crônica. O detetive de Florianópolis, de Jair, um dos textos escolhidos. Na narrativa, o personagem principal, ao se ver desempregado, vai exercer a profissão de um detetive bem ao espírito ilhéu, irreverente e gozador.Flávio atribui à crônica um papel de humor, de lirismo e de divertimento. "A crônica é um texto leve, curto, sem maiores pretensões, que muitas vezes faz o papel de chamar mais leitores para a literatura", diz ele.
Dois trechos do livro nos quais um autor fala do outro:
Flávio José Cardozo, na crônica Entrevista com a mulher que o Jair mandou
"Às três e trinta, com apenas hora e meia de atraso, ela chegou. Não era bem como eu a havia imaginado, gordinha e nos seus vinte e dois anos, nem como a imaginou minha mulher, ossuda e com pelo menos cinquenta. Desde que o Jair, sabedor de nossas pretensões, me disse que tinha falado com uma tal de Leocádia e que ela estaria conosco amanhã às duas em ponto para trocar idéias sobre o assunto, ficamos a desenhá-la mentalmente. Minha mulher chegou a vê-la em sonho, vestida de verde e com uma estrela na cabeça. Eu, mais moderado, apenas esperei, confiando que o bom Deus nos dava enfim uma grande oportunidade. E ali estava ela: Dona Leocádia, nem gorda nem magra, quarentas anos prováveis, vinte vezes mais feia que bonita, mas nada disso interessava, pois mesmo que estivéssemos diante da suprema feiúra do universo nós a faríamos entrar festivamente.- O Dr. Jair pediu que eu viesse aqui.- O Jair é um santo amigo, poxa"
Jair Francisco Hamms, na crônica Um bombardeiro azul
"Sabes, Flávio, naquele tempo, a gente dizia assim: quando eu for grande, quero ser tal coisa. Variava muito: aviador, bombeiro, médico, sargento da polícia, barbeiro, advogado, chofer de ônibus, professor, sapateiro. Por exemplo: o Chico sonhava ser goleiro do Figueirense; o Dagmar, que era canhoto, queria ser ponta-esquerda do Avaí. Já o Joca, muito esganado, queria ser o dono da Padaria Brasil só para que, dia e noite, enchesse o pandulho de doce, empada, cocada.Era época da guerra. Bombardeios na Inglaterra, bombardeios na Itália, bombardeios na Alemanha. Chovia bombas na Europa. Havia uma revista, chamada Em Guarda − lembras, não é? − que estampava fotos de simpáticos e sorridentes aviadores ianques, vestindo roupas de couro, toucas de couro e com óculos reluzentes. O Xandoca queria ser aviador, Flávio"
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