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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Marco Vasques lança dois livros

Amanhã (17/06) a noite haverá o lançamento de dois livros do escritor Marco Vasques. O livro Diálogos com a Literatura Brasileira - volume III, editado pela Letradágua e Editoras Movimento, obteve patrocínio da Eletrobrás pela Lei Rouanet e terá distribuição gratuita no evento, a partir das 19h, na Fundação Cultural Badesc. Vasques também discorre pelo mundo da poesia e apresenta, na mesma noite, o título Flauta sem Boca (Ed Letras Contemporâneas), com apresentação de Péricles Prade e ilustração de Fernando Lindote.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fundação Badesc lança Batuque bem temperado,de Flávio José Cardozo e Jair Francisco Hamms



A Fundação Cultural Badesc lança na quarta-feira, dia 18, a partir das 19h30, o livro Batuque bem temperado, de Flávio José Cardozo e Jair Francisco Hamms, publicado pela editora Insular e Academia Catarinense de Letras. São crônicas publicadas em jornais. As do Flávio, no Diário Catarinense, principalmente, e as do Jair, no jornal O Estado e no Jornal de Santa Catarina.Ambos membros da Academia Catarinense de Letras, os dois escritores fizeram uma seleção pessoal, mas um dos pontos fundamentais que une a maioria dos textos é o humor. E o humor é o tom essencial da crônica. O detetive de Florianópolis, de Jair, um dos textos escolhidos. Na narrativa, o personagem principal, ao se ver desempregado, vai exercer a profissão de um detetive bem ao espírito ilhéu, irreverente e gozador.Flávio atribui à crônica um papel de humor, de lirismo e de divertimento. "A crônica é um texto leve, curto, sem maiores pretensões, que muitas vezes faz o papel de chamar mais leitores para a literatura", diz ele.

Dois trechos do livro nos quais um autor fala do outro:

Flávio José Cardozo, na crônica Entrevista com a mulher que o Jair mandou
"Às três e trinta, com apenas hora e meia de atraso, ela chegou. Não era bem como eu a havia imaginado, gordinha e nos seus vinte e dois anos, nem como a imaginou minha mulher, ossuda e com pelo menos cinquenta. Desde que o Jair, sabedor de nossas pretensões, me disse que tinha falado com uma tal de Leocádia e que ela estaria conosco amanhã às duas em ponto para trocar idéias sobre o assunto, ficamos a desenhá-la mentalmente. Minha mulher chegou a vê-la em sonho, vestida de verde e com uma estrela na cabeça. Eu, mais moderado, apenas esperei, confiando que o bom Deus nos dava enfim uma grande oportunidade. E ali estava ela: Dona Leocádia, nem gorda nem magra, quarentas anos prováveis, vinte vezes mais feia que bonita, mas nada disso interessava, pois mesmo que estivéssemos diante da suprema feiúra do universo nós a faríamos entrar festivamente.- O Dr. Jair pediu que eu viesse aqui.- O Jair é um santo amigo, poxa"

Jair Francisco Hamms, na crônica Um bombardeiro azul
"Sabes, Flávio, naquele tempo, a gente dizia assim: quando eu for grande, quero ser tal coisa. Variava muito: aviador, bombeiro, médico, sargento da polícia, barbeiro, advogado, chofer de ônibus, professor, sapateiro. Por exemplo: o Chico sonhava ser goleiro do Figueirense; o Dagmar, que era canhoto, queria ser ponta-esquerda do Avaí. Já o Joca, muito esganado, queria ser o dono da Padaria Brasil só para que, dia e noite, enchesse o pandulho de doce, empada, cocada.Era época da guerra. Bombardeios na Inglaterra, bombardeios na Itália, bombardeios na Alemanha. Chovia bombas na Europa. Havia uma revista, chamada Em Guarda − lembras, não é? − que estampava fotos de simpáticos e sorridentes aviadores ianques, vestindo roupas de couro, toucas de couro e com óculos reluzentes. O Xandoca queria ser aviador, Flávio"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sessão lotada de Entrelinhas


Foto: Fifo Lima


Foto: Felipe Obrer

Na última sexta-feira a FCB recebeu no espaço a estréia do documentário catarinense, Entrelinhas. Bastante gente compareceu ao evento e as duas sessões lotaram.
Na primeira foto, Pedro MC, que em parceria com Letícia Cardoso co-dirigiu o doc, conversa com o público e na outra foto a confraternização após o debate.
Clicando aqui, você confere uma crítica a respeito de Entrelinhas, publicada no blog Cine-Luz de Fifo Lima.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Entrelinhas




Vencedor do Prêmio Funcine, o documentário Entrelinhas, de Letícia Cardoso e Pedro MC, e com montagem de Yannet Briggiler, estreia dia 4 de setembro na Fundação Cultural Badesc.

O foco da narrativa é o diálogo da equipe de produção com o imaginário de pacientes internados no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária de Florianópolis.

Haverá duas sessões, a primeira às 19h, seguida de um debate com os convidados José Geraldo Couto, crítico de cinema da Folha de S.Paulo, e Maria Cristina Riesinger Pereira, médica, picoterapeuta junguiana e antropóloga. A segunda sessão será às 21h, ambas com entrada livre.

Para realizar o doc, Letícia e Pedro frequentaram o hospital entre o final de 2008 e junho de 2009, capturando cerca de 25 horas de material bruto. O dispositivo de filmagem foi baseado num conceito definido por Freud como "atenção flutuante", que consiste numa escuta sem preocupação imediata com o que poderá ser retido da conversa.
Dessa forma, os diretores se colocaram numa situação de aleatoriedade desejada, sem entrevista pré-marcada e abrindo espaço à espontaneidade das falas. Considerados esquizofrênicos, os próprios pacientes/personagens abordavam a equipe, e quatro deles se destacaram pela intenção e intensidade das conversas.
Letícia Cardoso e Pedro MC pesquisaram também o trabalho da médica psiquiatra brasileira Nise da Silveira (1906-1999), que rompeu com as formas agressivas de tratamento do doente mental no país, sugerindo religação de vínculos com a realidade por meio da expressão simbólica e a criatividade.
Para a edição, os realizadores dividiram a tela em planos que não ficam necessariamente em sincronia, brincando com a simultaneidade no tempo dos acontecimentos. As linhas que separam os planos sugerem dicotomias, inter-relações de antíteses sonoras, e contrastes entre o cárcere e a liberdade.