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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lançamento da publicação Papel


Papel é a primeira publicação realizada pelo grupo de pesquisa Rosa dos Ventos (UDESC/CNPq), em conjunto com a Editora da Casa. A produção deste livro partiu do interesse crescente dos membros do grupo Rosa dos Ventos pelo estudo de publicações de artista. O envolvimento de longa data de alguns dos artistas desse grupo com debates e experimentação nesse meio de expressão contagiou os demais membros, direcionando esforços coletivos para a realização desta primeira proposta em forma de livro, que certamente abrirá caminho para outras produções afins.
Todos os trabalhos são inéditos e foram construídos exclusivamente para esta publicação, levando em consideração os aspectos estruturais da forma livro. Ao folhear a seqüência de páginas de “papel”, percebe-se que cada artista buscou refletir de diferentes maneiras acerca do impacto desse material em seus processos de produção artística, assim como a respeito de seu uso e reciclagem na cultura contemporânea. O livro também inclui a tradução de fragmentos de um texto de Mallarmé, Crise de Vers, realizada por Fernando Scheibe.
Artistas participantes: Claudia Zimmer, Francisco Warmling, Juliana Crispe, Márcia Sousa, Maria Araujo, Marina Moros, Nara Milioli, Pamella Queiroz, Raquel Stolf, Rosana Bortolin, Sandra Correia Favero, Silvana Macêdo e Silvia Simões.
O coquetel de abertura será nesta quinta-feira, ás 19h, na Fundação Cultural Badesc.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vídeo-arte dentro e fora da Fundação

Na noite da próxima quarta-feira a Fundação Cultural Badesc abre espaço à produção de vídeo-arte local. Alunos do curso de Cinema da UFSC apresentarão trabalhos de cinema expandido, performance urbana e instalação multimídia. As apresentações ocorrerão a partir das 19h no auditório e no jardim da Fundação. A concepção é de Clélia Mello.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Guido Heuer expõe suas obras na Fundação

Até 14 de maio, a Fundação Cultural Badesc abriga quadros, esculturas e vídeo-instalação do artista catarinense Guido Heuer. A abertura da exposição ocorreu no dia 1 deste mês e contou com a presença de Guido que pôde conversar com o público que veio à Fundação para conhecer a fundo seu trabalho. Confira alguns trechos desta conversa no vídeo abaixo.



Mais informações sobre a exposição Tensões de Guido Heuer clique aqui.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sutil e contundente

Inconformidade com o mundo contemporâneo, com a violência urbana, com o conflito entre nações e com a displicência em relação aos problemas ambientais são questões fortemente discutidas na seqüência de obras da mostra Tensões, de Guido Heuer. A reflexão é da crítica de arte Nadja Lamas, curadora da exposição com abertura agendada para o dia 1º de abril na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
Embora embuída de carga política e com um suporte que inclui em boa parte de suas peças elementos com densidade elevada, como a tinta acrílica e automotiva, inox, madeira, metal gravado, vidro, fórmica, e betume, a arte de Guido Heuer avança por um território semântico delicado e engenhoso.
Nadja considera que as transformações poéticas do artista não são bruscas. Ocorrem de forma calma, mas com firmeza. “De maneira sutil, mas contundente”, avalia. Toda esta carga significativa da obra do artista vão estar expostas em nove objetos e uma vídeo instalação nas salas de exposição no interior da fundação e de uma escultura de um perturbador mosquito de alumínio e inox com três metros de altura no jardim da casa.
Artista maduro, atualmente com 53 anos, Guido possui uma longa trajetória. Nascido em Blumenau, já na infância descobriu o gosto pela arte dentro da própria família. Seu avô, Johannes, tinha um ofício raro: moldar peças mortuárias em bronze.
Era a gênese do processo criativo de Guido, pelo menos sob o ponto de vista material. O artista passava as tardes na oficina do avô. Na maioria das vezes apenas observando e descobrindo os princípios da transformação do metal e o manuseio de elementos químicos, soldas e reagentes.
Em 1971, aos 15 anos, começa a estudar arte e sua carreira artística, já no início, se dá entre os grandes artistas. Sua estréia é na galeria Açu-Açu, criada no mesmo ano pela escultora Elke Hering, pelo poeta Lindolf Bell, e pelo escritor e crítico Péricles Prade e sua esposa Arminda.
Já nos primeiros anos da década de 70, dividiu espaço em coletiva com Martinho de Haro, Meyer Filho, Sílvio Pléticos, Eli Heil, Elke Hering e Mario Avancini, além de Rodrigo de Haro e o então grupo dos novos, que incluía Antonio Mir, Jayro Schmidt, e Luiz Henrique Schwanke. Na mesma época, também participava de mostras com seu amigo, quase tão jovem como ele, Rubens Oestroem.
O salto de Guido Heuer, conforme situa o jornalista Joel Gehlen, no livro “As Idades do Metal – A Arte de Guido Heuer”, organizado por Dennis Radünz e publicado pela editora Nauemblu, ocorre no final dos anos 70, quando o artista expõe seus “metais gravados” na Maison de France, no Rio de Janeiro. Gehlen observa também que a década de 80 foi vivida sob o signo da inquietação. Nascido às margens do rio Itajaí-Açu, o artista absorve em sua obra a flora abundante, principalmente a madeira.
Os anos 90 marcam a visibilidade de Guido no mercado internacional, com exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Londres. Expõem no exterior mas sua presença no cenário urbano de Santa Catarina permanece latente, com painéis em Blumenau, Itapema e Florianópolis, e obras de grandes dimensões em fachadas de edifícios de Balneário Camboriú, formando uma galeria aberta pelas ruas da cidade litorânea.


A obra do artista pode ser visitada em www.guidoheuer.com.br.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Plurais, Paulo Roberto Pugialli



Paulo Roberto Pugialli (foto) abre a exposição Plurais quarta-feira (7), às 19 horas, na Fundação Cultural Badesc. O artista denomina a coleção de pinturas-objeto. São imagens em absoluta desordem, da concepção visual ao suporte das telas.A arte de Pugialli está entranhada da sua própria maneira de viver. O artista é um nômade que vai adicionando referências e estabelecendo relações com o ambiente por onde tem vivido. Ele não acumula nada em sua vivência, nem sua própria obra. Seu acervo está em um microcomputador.No projeto da exposição para a Fundação Cultural Badesc, Pugialli exibe uma sequência no qual "a proposta curatorial é de alterar as relações espaciais do volume da pintura e do local expositivo, procurando alterações da situação limite entre o espectador, a estrutura pictórica e o lugar", descreve o artista plástico e gravador Nelson Hohmann.São obras que expõem o visitante a uma leitura movediça. Nas telas do artista é possível visualizar a retória da desordem. "Por mais que a sociedade, as autoridades, tentem organizar a vida, a desordem tem um poder maior e se estabelece", diz o artista. A pluralidade da linha e da forma das pinturas-objeto expõe confiança e cilada, e conduzem o espectador a explorar uma geometria do insconsciente. São caminhos muitas vezes estabelecidos pelas próprias dobras das telas que sugerem outras leituras das imagens.Segundo o artista plástico José Maria Dias da Cruz, a obra de Pugialli "está em consonância com as mais avançadas pesquisas da arte contemporânea internacional, ampliando os conceitos de linha, superfície e ritmo". O artista estudou artes plásticas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, e no Museu da Gravura da Cidade de Curitiba. Em 1998 recebeu o prêmio principal no 55º Salão Paranaense. Sua obra está representado em coleções particulares e públicas no Brasil e no exterior. Pugialli foi selecionado pela comissão do edital de arte da Fundação Badesc, que escolhe seis exposições por ano de projetos de todo o Brasil. Além das seis exposições selecionadas, há ainda mais um artista convidado, que em 2009 foi Walmor Corrêa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Café com Assunto - Vera Sabino




A artista Vera Sabino participa hoje (quarta, dia 2), 18h30, do Café com Assunto, na Fundação Cultural Badesc, onde é realizada a exposição A Casa da Criação, com uma réplica de seu ateliê. Para falar da obra de Vera foi convidada a professora Micheline Raquel de Barros, que defendeu em 2006, na Universidade do Estado de Santa Catarina, a dissertação "As multifaces do retrato: A relação vida e obra em Vera Sabino".Em seu estudo, Micheline analisa retratos de mulheres recorrentes na obra de Vera, como as bruxas, as rendeiras, as sereias e as madonas, analisando o sagrado e o profano na gramática da artista. O Café com Assunto ocorre no auditório da fundação, mas os espectadores serão também convidados a visitar o ateliê de Vera montado no pátio do casarão.Com 16 metros quadrados, a pequena edificação é dotada de telhado e as paredes são plotagens de fotografias do ateliê original, localizado nos altos do morro da avenida Mauro Ramos. No interior da Casa da Criação é exibido um vídeo em que a artista fala de uma vida inteiramente ligada à arte. Será servido um café para os participantes.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Construindo um Ateliê

Amanhã, dia 26 às 19h, inaugura a exposição A Casa de Criação de Vera Sabino. A montagem da casa que teve início no último fim-de-semana recebe os retoques finais nessa terça feira ensolarada. Abaixo fotos do processo de "construir" um ateliê.






terça-feira, 11 de agosto de 2009

Casa da Criação - Vera Sabino

Esse mês, excepcionalmente, a FCB inaugura duas exposições. Semana passada teve a abertura da exposição Teleplastias do Walmor Corrêa que permanece no espaço Fernando Beck até o dia 30 de setembro.
No dia 26 de agosto, a artista plástica catarinense Vera Sabino inaugura uma mostra comemorativa de 40 anos de arte. A Casa da Criação é uma réplica do atelier da artista que vai ser exposta no jardim da FCB.
A montagem e a realização ficaram a cargo dos artistas Maurício Muniz e Ivan de Sá. No interior da casa será exibido um documentário dirigido por Carmen Fossari e Zeca Pires. O nome da mostra, Casa da Criação, foi inspirado no poema de Carmen Fossari.
Abaixo uma foto do espaço que vai receber o reduto criativo de Vera Sabino e a maquete do projeto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Café com Assunto




Amanhã às 18h30 acontece a segunda edição do Café com Assunto.O encontro, que é mediado pelas arte-educadoras Fabíola Scaranto e Monique Bens, tem como objetivo discutir possibilidades de inserir exposições de artes visuais no planejamento de aula do professor.
Quais as abordagens possíveis? Que focos a mediação deve tomar para atender a necessidades específicas? Como o professor poderá prolongar a experiência da visitação em sala-de-aula?Acreditamos que o processo de mediação deva ser participativo, servindo de instrumento aos grupos visitantes e como meio para discussões múltiplas. Nesta edição teremos a presença do artista Walmor Corrêa, que expõe na Fundação Cultural BADESC Teleplastias. O encontro será acompanhado de um aconchegante café com biscoitos. Contamos com a sua participação.

O que? Café com Assunto: Exposição Teleplastias, Walmor Côrrea
Quando? 06/08 às 18:30h
Onde? Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis,
tel.: (48) 3224-8846.
Quanto? Entrada franca

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bastidores Teleplastia

Desde sexta-feira o espaço Fernando Beck, onde ocorrem as exposições da FCB, passa por uma transformação para dar lugar à exposição Teleplastia do artista catarinense Walmor Corrêa, que abre para visitação na quarta-feira.
Veja nas fotos o trabalho de montagem e o clima de bastidores.








sexta-feira, 31 de julho de 2009

Walmor Corrêa exibe gabinete de curiosidades


Instalação Memento Mori, uma referência aos gabinetes de curiosidadades do século 16 ao 18. Foto: Divulgação.

A obra de Walmor Corrêa já chegou aos Estados Unidos, a Europa, a África e a países latinoamericanos. Já esteve na Bienal de Arte de São Paulo, mas é inédita em Florianópolis, cidade onde o artista nasceu. Radicado em Porto Alegre, ele vai quebrar o ineditismo na terra natal na quarta-feira, dia 5, quando abre a exposição Teleplastia, na Fundação Cultural Badesc.
Walmor oganizou uma individual que faz uma retrospectiva dos últimos 10 anos de sua carreira, mas produziu obras inéditas especialmente para a mostra em Florianópolis. A cidade tem uma referência fundamental na sua criação artística. Walmor estudou no Colégio Catarinense e a descoberta da arte ocorreu nas aulas de ciências e biologia, em que ele acompanhava, atento, o processo de dissecação de animais e depois desenhava a anatomia interna dos bichos.
Na exposição Teleplastia vai ser possível observar como o ambiente científico do colégio alinhavou o seu futuro artístico. Na mostra, que o artista começa a montar no final de semana, os visitantes terão um espaço semelhante ao de um museu de história natural.
Uma das salas será ambientada com a instalação Memento Mori, uma espécie de gabinete de curiosidades, antecessor direto dos museus. Nos gabinetes de curiosidades, os intelectuais do século 16 a 18 se reuniam para conversar sobre achados culturais e científicos. Memento Mori é ilustrado com Atlas de Ciência, em que o artista apresenta a anatomia de seres da mitologia folclórica brasileira.
Na versão de Walmor, a Ondina (sereia), o Ipupiara e o Curupira tem vida natural, e estão catalogados nos atlas em exposição. Ele realizou uma dissecação imaginária dos personagens, com indicação da possibilidade destes seres existirem e desenhou como os órgãos internos funcionariam. Para balizar a criação de suas figuras, o artista fez pesquisas e entrevistas com médicos. Os desenhos são originais e fazem parte da coleção Unheimlich, termo freudiano que designa o que é estranhamente familiar.
Há ainda na sala Memento Mori, que significa "lembra-te que vais morrer", as caixinhas de música. Ao invés de bailarinas, há esqueletos naturais de pássaros, alterados pelo artista, que ocupam o pequeno palco. São figuras frágeis em compasso de dança e embaladas pela música. Na parede há um relógio cuco, que marca as horas em ritmo acelerado. Uma hora equivale a 30 minutos e, a cada badalada, o que surge é um esqueleto de um pássaro criado por Walmor.
Na seção Metamorfoses e Heterogonias, com desenhos sobre gravuras naturalistas, o artista exibe pássaros estranhíssimos. A motivação para criação destas figuras vem dos relatos de jesuítas, em Itaparica, na Bahia. Nos primeiros séculos do descobrimento acreditava-se que algum pássaros era mutantes. No mesmo espaço, haverá uma mesa entomológica, com insetos desenhados sobre a superfície e inspirados na natureza amazônica.
Noutro ambiente, denominado Natureza Perversa, o artista exibe híbridos de mamíferos e insetos, pássaros e peixes, mamíferos e aves, formando uma fauna extraordinária. Sobre sua obra, Walmor Corrêa conversa com o público na quinta-feira, dia 6 de agosto, a partir das 18h30 na Fundação Cutural Badesc. Mais informações podem ser obtidas em www.walmorcorrea.com.


O QUÊ: Abertura da exposição Teleplastia, de Walmor Corrêa. QUANDO: Dia 5 de agosto, quarta-feira, 19 horas. Visitação de 6 de agosto a 30 de setembro, de segunda a sexta, das 8 às 18 horas. ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, tel.: (48) 3224-8846. QUANTO: Entrada franca.